A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 04/09/2019

O livro “A menina que roubava livros”, retrata a história de Liesel, uma jovem menina que teve apoio de seu pai adotivo para encontrar o caminho da leitura como meio de refugiar-se do horror praticado pela Alemanha nazista. De modo antagônico à contemporaneidade brasileira, observa-se o desconhecimento cultural da sociedade e a importância da família para os jovens na difusão dos conhecimentos ao longo das gerações. Nesta situação, é imperioso pleitear métodos ágeis no intuito de promover o reconhecimento da cultura e do convívio familiar à sociedade.

Em primeiro lugar, é imprescindível observar os impactos do conhecimento cultural à sociedade. Após a Revolução Industrial, nota-se que o desenvolvimento da sociedade em relação às anteriores foi potencializado com o advento da internet e das tecnologias, o que possibilita a ascensão de novos costumes entre indivíduos, a exemplo das redes sociais, e, ao mesmo tempo, o esquecimento daqueles julgados como ultrapassados, por exemplo, das conquistas dos indígenas na construção do Brasil. Nessa perspectiva, na música “Não deixe o samba morrer”, a cantora Alcione entoa a importância da preservação da cultura de um povo na iminência de leva-la para as próximas gerações. Desse modo, isso comprova a necessidade da população vislumbrar, além das novas modalidades, a relevância do conhecimento permeado pelas épocas antepassadas na construção destas novas culturas.

Nessas circunstâncias, apesar do desconhecimento cultural presente nesta atual conjuntura, visualiza-se o apoio familiar como fator de incentivo para a preservação da cultura entre gerações. Nessa lógica, observa-se a interligação dos jovens com a tecnologia, a exemplo da internet, o que possibilita no acesso a um universo completo de conhecimentos, porém, devido ao volume dessas informações, necessitam de orientação para que também reconheçam e preservem a cultura antepassada, a exemplo, da pintura renascentista Monalisa. Na obra “A menina que roubava livros”, a protagonista Liesel, mesmo tendo seus pais capturados pelos nazistas, nota-se que ela teve grande apoio de seu pai adotivo para despertar o seu interesse sobre a literatura. Dessa maneira, percebe-se que o papel da família é inevitável para a difusão dos conhecimentos culturais ao longo das gerações.

Destarte, é impostergável, portanto, a necessidade de discutir a questão do desconhecimento cultural e do papel familiar nessa luta. O Governo, junto com o Ministério da Cultura, deve criar campanhas nas redes sociais, de modo a incentivar a sociedade para visitar os museus históricos, a fim de proporcionar a difusão da cultura do país para a população. Ademais, em sinergia com as mídias, devem ser criados programas, com o intuito de debater sobre a importância do convívio familiar, de forma a preservar a cultura antepassada para as novas gerações. Somente assim,será possível valorizar a cultura nacional.