A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 03/09/2019
A constituição cidadã, promulgada em 1988, afirma que é dever do Estado garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais. Entretanto, é evidente a desigualdade no que diz respeito ao acesso à cultura no Brasil, mesmo este sendo farto de obras culturais. Além disso, não há estímulo ao consumo de cultura por parte do Estado.
Primeiramente, é importante ressaltar que o Brasil possui grande riqueza cultural, contando com 14 patrimônios culturais da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Contudo, essa abundância de cultura que o país possui não é aproveitada por grande parte da população. De acordo com a UNESCO, 40% da produção artística do Brasil é consumida somente pelas classes de maior poder aquisitivo, o que evidencia essa problemática.
Outra questão é a falta de estímulo ao consumo cultural. Muitas vezes, a população se sente desmotivada a entrar em contato com obras artísticas, principalmente pela falta de promoção de eventos culturais públicos pelos municípios brasileiros, ignorando a importância da formação de cidadãos cultos. Tal importância é evidenciada pelo filósofo Aristóteles, quando afirma que a diferença existente entre homens cultos e incultos é a mesma que existe entre vivos e mortos.
Portanto, o Ministério da Cultura deve realizar projetos buscando a democratização da cultura, como a instituição de um ‘‘vale-cultura’’, valor financeiro fornecido à parcela menos favorecida da população, destinado ao contato com bens culturais. Além disso, cabe às prefeituras de cada município realizar projetos locais, que sejam gratuitos ou tenham valores acessíveis a todas as classes sociais. Assim, será possível promover a cultura para grande parcela da população de forma eficiente, formando indivíduos mais críticos e cultos em nossa sociedade.