A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 04/11/2019
Exclusão social. Visão limitada em relação aos acontecimentos contemporâneos. Falta do sentimento de pertencimento. Essas são questões que caracterizam a limitação do acesso a cultura, uma vez que, se o indivíduo não tem acesso a essa forma de lazer, ele tende a se sentir excluído da sociedade. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos em virtude de um legado histórico.
De acordo com o pensamento de Claude Lévy-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações de um povo por meio do entendimento dos eventos históricos. Desse modo, o acesso limitado a cultura mesmo que fortemente presente no século XXI, possui raízes intrínsecas ao passado brasileiro, visto que, aqueles com menores condições econômicas ficavam sempre à margem da sociedade.
Além disso, a falta de conhecimento também é uma consequência desse problema. Segundo o filósofo Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Sob essa lógica, se as pessoas não têm acesso à informação ( que também é uma função dos programas culturais) sua visão será limitada, o que dificulta ainda mais a resolução do problema.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, é preciso que as prefeituras em parceria com o Ministério da Cultura, ampliem os programas já existentes (como a meia entrada e o vale cultura, por exemplo) por meio da criação de eventos culturais, como, teatro e sessões de cinema gratuitos, a serem realizados nos auditórios das escolas públicas nos finais de semana. Esses eventos dever ser abertos a toda a população, a fim de efetivar o acesso das pessoas mais carentes.