A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 31/08/2019
No decorrer da história, cada civilização desenvolveu manifestações artísticas, sociais, linguísticas e comportamentais que simbolizassem a própria sociedade. Entretanto, no Brasil, as produções culturais mantiveram-se relacionadas, por muito tempo, à aristocracia dominante e, dessa forma, limitadas a pequena parcela da comunidade. Essa exclusão é maléfica para a construção identitária de um povo, uma vez que delimita aqueles a quem serão transmitidos os valores, artes e costumes. Portanto, torna-se crucial a democratização do acesso à cultura no Brasil.
Em primeiro plano, apesar da existência da Lei Rouanet (8.313 de 23 de dezembro de 1991) que busca estimular a captação de recursos para a produção cultural brasileira, de modo que esta valorize e se pluralize apartir da difusão de obras nacionais, é notável a falta de credibilidade que os brasileiros atribuem às criações culturais da pátria. Isso ocorre devido a globalização cultural estimulada, principalmente pelos norte americanos que propagam a superioridade produtiva e, assim, é dado mais importância à cultura externa. Dessa forma, a ideia de precária acerca da arte brasileira torna-se uma imposição viciosa para relações socio-econômicas.
Outrossim, diversos governos autocráticos do séc.XX impuseram restrições à cultura. Conforme houvesse a propagação de ideias que criticassem ou desviassem dos padrõesimpostos pelo sistema, eram censuradas e perseguidas. Um marco histórico que representou isto foi a grande queima de livros, pelo regime nazista, em 10 de maio de 1933. Portanto, embora o contexto político brasileiro atual basei-se na liberdade democrática, nota-se uma vontade ideológica de reter e controlar informações e conhecimentos culturais essenciais à população.
Com o intuito de amenizar essa problemática, o Superministério da Cidadania deve propor projetos de lei a serem votados no Congresso Nacional que visem a redução dos valores de livros, peças teatrais, cinema, entre outros a fim de possibilitar acesso às classes baixas as quais não possuem altas condições financeiras. Ademais, é fundamental a difusão mais ampla por meio de redes midiáticas, com propósito de estimular a valorização da cultura nacional. Por fim, é de suma importância que o governo entenda que não deve propagar apenas o que lhe interessar, pois a cultura é um direito básico para a plena constituição da cidadania.