A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 03/09/2019
A chegada da família real portuguesa, no século XIX, resultou em grandes avanços ao Brasil, como a construção do teatro: grande aspecto cultural. Contudo, o acesso nesse setor era atualmente restrito aos mais renomados da época. De maneira análoga, tal localidade, e outros meios culturais, ainda não engloba todas as esferas sociais, haja vista que permanece em regiões centralizadoras e, apesar de grandes avanços e conquistas de direitos, a desigualdade é um fator vigente.
Nesse contexto, destaca-se que um dos principais causadores que não permite o acesso cultural de maneira democrática é o distanciamento dos locais. Diante tal perspectiva, com o intuito de comprovar essa visão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) retratou que grande parte desses setores – cinemas, teatros, museus dentre outros – estão localizados nas grandes regiões metropolitanas. Nesse viés, percebe-se uma persistência de uma segregação espacial advinda desde o século XIX, pois os grupos que vivem mais afastados das grandes metrópoles tendem a conhecerem menos suas histórias e aspectos de suas próprias raízes culturais.
Ademais, ressalta-se que outro fator que corrobora essa dificuldade ao acesso plural da sociedade culturalmente é quadro de estratificação. Prova disso é a pesquisa realizada pelo Ministério da Cultura (MC), a qual afirma que praticamente 75% da população nacional nunca conheceu um museu e outros ramos artísticos. Por esse contexto, é notória a grande centralização às elites brasileiras, em razão que terão condições viáveis para participarem desses locais no país que deveriam ser públicos, a fim de atender a todos. Todavia, esse fenômeno universal está diferenciando os grupos sociais, como acreditava o antropólogo estadunidense Ralph Linton.
Desse modo, com a finalidade que esse acesso no país seja uma realidade que englobará a todos, urge que o MC, em conjunto com a Secretaria Municipal da Cultura, por meio de uma verba governamental, amplie o projeto “Virada Cultural” que visa levar aos brasileiros, principalmente às cidades menos favoráveis, diversas maneiras de artes, para que a população menos favorecida tenha acesso amplo culturalmente. Além disso, é necessário, ainda, que o MC promova nos meios midiáticos maiores informações aos ouvintes sobre o direito do “Vale-Cultura”, o qual garante aos trabalhadores maiores acessos nesses setores, com o propósito de que tais locais tenham maiores participações desses grupos.