A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 04/09/2019
No século XVIII, com a disseminação do Iluminismo na França, o mundo conheceu a democratização de uma maior liberdade política, social, econômica e cultural. No entanto, atualmente no Brasil, apesar de tais garantias já terem sido asseguradas na constituição de 1988, ainda há a falta de acesso à cultura nacional devido à falta de promoção do ministério responsável e das desigualdades sociais ainda persistentes no país. Diante disso, torna-se evidente a necessidade de políticas públicas para combater estas adversidades.
Segundo pesquisa realizada em documentário feito pelo Profissão Repórter, a maior parte dos habitantes das maiores periferias do Brasil, não conhecem literatura, tradições nacionais e sequer tem acesso a esses conhecimentos. Apesar de ser um direito garantido pela carta magna, ele não é assegurado na prática. Diante disso, é indubitável que o Ministério Da Cultura brasileiro não tem promovido nem disseminado a valorização da cultura e da informação.
Ademais, a desigualdade social também é um fator relevante que fomenta esse cenário, visto que a maior porcentagem desses indivíduos que não possuem acesso provém das periferias. Também é válido ressaltar, que, no fim do período colonial brasileiro surgiu o jargão “eu tenho classe”, muito usado pelas altas classes de aristocratas para designar quando possuíam muito conhecimento sobre cultura em comparação aos mais pobres. Dessa forma, nota-se o quanto a condição socioeconômica influencia no nível de acesso que o indivíduo terá à erudição, pois isso persiste até os dias atuais.
Logo, a ausência de políticas públicas de promoção à cultura é o principal vetor desses problemas. Portanto, cabe ao ministério da cultura e suas secretarias, elaborar formas de proporcionar a disseminação cultural, isto é, levando conhecimento a nível nacional por meio de propagandas na mídia e eventos de livre acesso a fim de chamar a atenção da sociedade, garantindo que todos os cidadãos adquiram cultura.