A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 10/09/2019
Ao analisar a história, é possível perceber que a Revolução Industrial em consonância com o fenômeno da globalização, possibilitou a comunicação instantânea com diversos países, e consequentemente com diferentes culturas. Se durante o período analisado a população não tinha acesso aos meios de comunicação, hoje, apenar das limitações decorridas da desigualdade social que assombra o Brasil e da falta de interesse social, muitos conseguem usufruir da cultura alheia como forma de entretenimento.Isso mostra que é necessária uma rápida mudança para que tal problema possa ser devidamente solucionado para que todos tenham um acesso democrático á cultura.
Em primeira analise, por ser uma realidade nada recente, o país apresenta uma das piores faces do desenvolvimento, a desigualdade social. De acordo com a pesquisa elabora pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, cerca de quarenta e seis porcento do total da população brasileira é classificada como baixa renda por receber um salário até mil e seiscentos reais. Diante desse exposto, muitas pessoas não prioriza o acesso a cultura pelo fato da baixa acessibilidade financeira, que corrobora para a persistência do fato.Percebe-se, assim, a má distribuição de renda no território.
Ademais, a falta de interesse pessoal é um dos principais motivos para a ausência de politicas públicas na área.Para o educador, Paulo Freire, ‘‘se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda’’. De maneira análoga, o Estado deixa de efetivar o Artigo 215, que garante os direitos culturais e acesso a fontes da cultura nacional, e como resultado a população perde o interesse devido a essa dificuldade em garantir um direito fundamental.
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o empasse. Para isso, urge ao Estado que crie programas sociais pautados no pagamento, assim como o bolsa família, por meio do cadastramento da população de baixa renda, objetivando, assim, a acessibilidade ao teatro, festivais de danças e cinemas. Cabe aos meios de comunicação exercerem seu papel social, colaborando para a construção do interesse público ao consumo cultural, por meio de propagandas que retratam a diversidade brasileira. Assim, pode-se tornar democrático o acesso cultural no Brasil.