A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 12/09/2019

O livro “A menina que roubava livros”, retrata a história de Liesel, uma jovem menina que teve apoio de seu pai adotivo para encontrar o caminho da leitura como meio de refugiar-se do horror praticado pela Alemanha nazista. De maneira contrária à realidade brasileira, constata-se que a diversidade cultural difere completamente da obra referenciada, pois a ausência dos relacionamentos familiares e a precária educação são uma idiossincrasia constante neste País. Nessa situação, é imperioso pleitear métodos ágeis de ampliar as relações familiares e incentivos econômicos na educação nacional.

Em primeiro lugar, é necessário vislumbrar os impactos do âmbito familiar na atual conjuntura. Após a Segunda Guerra Mundial, verifica-se o desenvolvimento da tecnologia na criação de novas culturas no mundo que garantem a integração e consumo em massa da população, a exemplo da internet. Nesse contexto, percebe-se que a ausência das relações familiares no crescimento do indivíduo possibilita que este tenha maior liberdade nesse ambiente virtual e encontre dificuldades na escolha de conhecimentos, o que implica negativamente na formação social deste na ausência do papel da família como formadora, de modo antagônico à realidade da protagonista na obra “A menina que roubava livros”. No livro “Ética a Nicômaco”, o filósofo Aristóteles revela a importância da educação familiar no momento em que decidiu virar pedagogo e preocupar-se com a educação e futuro de seu filho. Neste caso, é substancial a presença das relações familiares na democratização da cultura.

Nessas circunstâncias, deve-se ressaltar a influência do âmbito educacional da problemática. Em face disso, o Professor Theodore Schultz na sua Teoria do Capital Humano, mostra que os investimentos na educação podem influenciar o progresso das aptidões dos estudantes e do ambiente escolar. Nessa linha de pensamento, observa-se a relação limitada entre as práticas educativas e as diversidades culturais dos educandos, pois nota-se que a ausência de incentivos econômicos nas escolas possibilita que os conteúdos sejam padronizados e, muitas vezes, distantes das realidades dos alunos, a exemplo do folclore. Desse modo, é imprescindível a aplicação de recursos para reformular o ensino e consolidar a aplicação de conteúdos diversificados baseados na realidade da sociedade estudantil.

Destarte, é impostergável medidas para resolver a situação da ausência dos relacionamentos familiares e da educação precária. O governo deve criar campanhas nas redes sociais e nos canais de televisão, de modo a demonstrar a importância da família na formação do indivíduo, com o objetivo de garantir a educação familiar, como visto no livro “A Ética a Nicômaco”. Ademais, o Ministério da Educação deve idealizar impostos às classes médias e altas, com o intuito de destinar recursos para reformular o ensino, a fim de garantir conteúdos diversificados e melhores condições nas escolas. Somente assim,