A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 19/09/2019
Na Idade Antiga, o acesso à cultura era demasiadamente elitizado e estava concentrado nas mãos dos nobres, os únicos que tinham possibilidades de acessar as bibliotecas, enquanto a maioria da população estava trabalhando arduamente. Analogamente, a democratização do acesso à cultura no Brasil é escassa. Por isso, a privação desse direito afeta negativamente o país, pois a cultura melhora o indivíduo e a sociedade como um todo.
Destarte, nota-se os benefícios que a cultura oferece para o indivíduo.
Dentre esses benefícios, destaca-se a formação de um ser humano íntegro, intelectual e consciente, combatendo a mediocridade, pois, como disse o cantor Bob Marley: “um homem sem cultura é como uma árvore sem raiz”. Então, conclui-se que a cultura é essencial para o desenvolvimento pessoal.
Ademais, essa ferramenta também contribui para o bem geral da sociedade. Nesse sentido, uma pesquisa feita pelo Departamento de Ciências Sociais da UFRN concluiu que cidades que recebem acesso ampliado à cultura têm suas taxas de crimes reduzidas em até 15%. Isso ocorre pois os programas culturais tornam-se atividades que combatem o ócio não-produtivo da população. Logo, em lugar onde não há atividades culturais, a violência vira espetáculo.
Portanto, deve-se resolver essa problemática. Para isso, o governo, por meio do Ministério da Cultura, deve ampliar a democratização do acesso à cultura, realizando eventos grátis nos museus, bibliotecas, teatros e etc, a fim de uma sociedade melhor. Esses eventos devem contar com propagandas chamativas veiculadas na TV e na rádio, visando a participação do máximo de pessoas possíveis. Assim, o Brasil contemporâneo se afasta da elitização da cultura, presente no mundo desde a idade antiga.