A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 25/09/2019
Criado em 1985 no Governo Sarney, nasce o Ministério da Cultura como elemento de simbolizar o patrimônio social de um povo. Desde o ocorrido, o acesso da população aos seus costumes se tornou mais fácil. Porém, esse acesso não acontece como deveria de fato chegar em todo território brasileiro. Desse efeito, existem medidas para amenizar tal situação e tornar a cultura como democrática e de todos.
No livro “A Menina Que Roubava Livros” a jovem chamada Liesel Meminger, personagem principal, passa por diversas aventuras ao invadir uma biblioteca de um militar para pegar algumas obras que não tinha acesso na sua cidade. Não diferente do Brasil, temos uma sociedade que não tem aproximação a livros gratuitos ou cidades que não tem uma biblioteca. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), de 5560 municípios brasileiros, 50% não tem uma loja de discos, mais de 50% não tem livraria, mais de 80% não tem um museu e mais de 90% não possui uma sala de cinema. Com esses dados, a maior parte da sociedade enfrenta um descompasso de sentimento do que a arte pode fazer com o ser humano.
Vale ressaltar que, a Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 pela ONU – assegura a todos os indivíduos o direito de participar da vida cultural da comunidade. Desse modo, o ingresso é inacessível em pequenas partes do país. Em uma pesquisa, 75% dos brasileiros ou não frequentam ou nunca foram a um museu e ressaltam ainda que não tem um sentimento de expressar o que os museus podem oferecer. Tal gama resulta em uma povo sem valores culturais, o que opõe a fala de Levi Stauss que “apagando a cultura, a gente apaga a história de um povo”.
Mediante aos fatos supracitados, é evidente que há entraves para a democratização cultural no Brasil. Desse modo, o Ministério da Educação criar programas sociais para o acesso a museus, cinemas, livrarias e discotecas, para que todos adentrem a esses meios com o objetivo de haver uma educação artística abrangente da miscigenação da arte. Ademais, cabe as escolas criarem projetos de apropriação cultural com o meio de estimular essa educação desde cedo e fazer assim uma comunidade que valorize o patrimônio social e que se distancie da fala de Levi Stauss sobre abolir a cultura histórica de um povo.