A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 29/09/2019

Na obra filosófica “O Banquete”, de Platão, há um diálogo sobre o amor e suas consequências. Não obstante, o diálogo do intelectual Fedro defende que o amor desperta o que há de melhor no ser humano: as virtudes. Contudo, o alto preço para o acesso à cultura inibe o amor entre as classes baixas com as formas de expressões vigentes. O Poder público segue inerte e deixa a carência de virtude permanecer.

Primeiramente, é indubitável que o acesso à cultura é restrito e injusto. Aliado a isso, dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,  evidenciam que a acessibilidade à cultura pertence a classe alta e que a maioria dos municípios não possuem salas de cinema, teatro, museus e espaços culturais, o que enfatiza que a população é completamente segregada e que não existe democratização da cultura.

Neste contexto, o Poder público segue em repouso com a problemática quando não investe ativamente na cultura. Embora existam programas como o “Programa de Cultura do Trabalho” (PCT), que beneficia trabalhadores associados com o valor de cinquenta reais mensais, há uma carência para a população que não tem a obtenção de tal vantagem. Atrelado a isso, o diálogo supracitado por Fedro é unilateral quando se trata de uma popularização eficaz para o alcance da cultura.

Portanto, medidas governamentais devem ser realizadas. A campanha “Democratizar é preciso” deveria funcionar de modo prático e informativo, em que o Ministério da Cultura juntamente com o Ministério da Comunicação ficariam encarregados de fazer pequenos vídeos nas plataformas digitais, como o YouTube, com conteúdos que mostrem a cultura para os brasileiros para que a democratização da cultura e a sensação de estar em um ambiente cultural seja assegurada. Ademais, é necessário que o Poder público aumente o valor do PCT para cem reais mensais, para que os trabalhadores possam ter acesso efetivo aos meios culturais. Assim, a sociedade será virtuosa como citou Fedro.