A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 09/10/2019
Com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, Dom João VI trouxe livros portugueses e fundou a primeira biblioteca – Real Biblioteca - iniciando o processo cultural brasileiro. Diante disso, tem-se que ,hodiernamente, o acesso à cultura no Brasil encontra impasses, principalmente no tocante a sua democratização.
Convém ressaltar que o agravamento da temática dá-se, em grande parte, pela falta de incentivo do Estado, tendo em vista que as desigualdades socioeconômicas refletem diretamente no acesso à cultura. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o preço de livros, por exemplo, é muito elevado, comparado com a renda dos brasileiros, assim como o acesso a museus ou exposições de arte, que de acordo com tais dados é praticamente escasso.
Outrossim, há também como agravante, a extinção do Ministério da Cultura, em janeiro de 2019, que tinha como principal objetivo a preservação da identidade nacional, por meio do cinema ou das artes, por exemplo.
Portanto, faz-se necessário, por parte do Governo, por meio de parcerias público-privadas, destinar maiores verbas para promover a democratização da cultura, como por exemplo, por meio do aprimoramento dos vales cultura- que contemplava os trabalhadores com bônus de 50 reais para atividades culturais. Compete também ao Estado, analisar a volta integral do Ministério da Cultura, tendo em vista que tal órgão é o mais específico para cuidar da cultura e preservação da identidade nacional brasileira. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, com isso, cabe ao Ministério da Educação, por intermédio de maiores verbas governamentais, a instituição de visitas mais regulares a museus e exposições de arte, por exemplo, com o fito de que os futuros cidadãos cresçam com acesso mais democrático à cultura.