A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 15/10/2019

A democratização da cultura encontra, no Brasil, uma série de empecilhos. Essa constatação pode ser comprovada por meio de dados divulgados pelo IBGE, eles demonstram que houve aumento de apenas 9% do acesso da população à bibliotecas públicas. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui influência da base educacional e da formação familiar.

Convém ressaltar, a princípio, que a questão da base educacional, intensifica a questão. Dessa forma, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica uma das causas do problema, se as pessoas não têm conhecimento da cultura, tão pouco irão entender sobre a população e o país. Nessa perspectiva, encontra-se um impasse, pois, segundo o Ministério da Cultura, muitos municípios brasileiros não possuem museus ou bibliotecas. Assim, a propagação da cultura, precisa passar por modificações.

Ademais, a formação familiar é uma barreira para a resolução. Conforme o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a falta de interesse em cultura, apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, então, se uma família possui um indivíduo que reprime, é possível que todos herdem este comportamento, o que dificulta seu extermínio por forças externas, já que o problema encontra-se dentro das casas e estende-se por uma longa linha de pensamento.

Portanto, são necessárias medidas que garantam o acesso à cultura para todos. Logo, para que haja a melhoria, o governo deve promover construções de bibliotecas e museus em municípios que não possuem, ou feiras históricas e atuais com parceria das prefeituras locais, com isso, a prefeitura ficará encarregada em investir nos eventos, convidar famílias tradicionais e talentos da cidade, para que a população se interesse, a fim de promover maior conhecimento. Além disso, o MEC pode ajustar a grade curricular e inserir mensalmente, idas em centros históricos e feiras culturais dentro das escolas ,com os próprios alunos sendo personagens culturais, assim, trará mais lucidez ao tema e diminuirá a influência negativa da formação familiar. Enfim, o Brasil será democratizado culturalmente.