A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 05/10/2019
“A cultura está acima da diferença da condição social”. A frase do filósofo Confúcio vai de encontro a realidade brasileira, tendo em vista, que muitos cidadãos não tem acesso as diversas forma de cultura, como por exemplo, livros, cinemas, museus, peças teatrais etc. Destarte, a democratização da cultura no Brasil, dificulta-se pela consciência coletiva acerca do tema e a questões econômicas.
Em primeiro lugar, urge analisar a concepção de cultura como expressão elitizada perante a sociedade brasileira. Essa ótica leva repressão de movimentos artísticos e culturais de grupos marginalizados, a exemplo do funk, que apesar de amplamente disseminado, não é considerado, por muitos indivíduos, como expressão cultural que integra a identidade do Brasil. Assim, esse comportamento reforça a ideia de que cultura provêm estritamente de uma classe abastada, e apenas esta pode consumir essas expressões culturais. Dessa forma, o elitismo cultural prejudica o acesso de indivíduos menos favorecidos a entrarem em contato, também, como essas determinadas culturas.
Ademais, cabe ressaltar os altos custos econômicos para ter-se acesso a fontes culturais no Brasil. Segundo dados do Datafolha, quase metade dos brasileiros vivem com uma renda familiar um pouco maior que um salário mínimo. Além disso, não é costume de grande parcela da sociedade frequentar museus, teatros, concertos e ler livros, isso é corroborado pelos altos preços para adquirir, por exemplo, uma obra literária. Logo, a grande desigualdade econômica unida aos elevados valores para acessar certas manifestações culturais, impossibilita que grande parte da população vivencie certas culturas.
Depreende-se, portanto, que a democratização cultural no Brasil é tolhida por fatores econômicos e uma errônea noção de cultura. Assim, é imprescindível que o Ministério da Cultura crie um projeto de conscientização a ser disseminado nos meios de comunicação, tendo como conteúdo a exaltação da importância de vivenciar as diversas formas de cultura, através, por exemplo, da leitura. É pertinente, ainda, que o Governo Federal beneficie empresas e instituições que reduzam os preços de acesso as exposições artísticas, para viabilizar uma maior facilidade no acesso de determinados públicos no consumo de tais manifestações culturais. Só assim, a cultura estará acima da condição social.