A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 07/10/2019
Promulgada em 1988, a Constituição Federal do Brasil garante a todos os cidadãos o direito à qualidade de vida, lazer e cultura. Todavia, nota-se atualmente na sociedade brasileira que isto não está à disposição de todos, seja pela elitização dos espaços, como também pela falta de opções acessíveis para a população menos favorecida. Faz-se necessário, desse modo, analisar as causas e possível solução para tal impasse.
Segundo dados divulgados pelo IBGE, mais de 50% dos brasileiros não têm acesso à maioria dos meios de entretenimento, como teatros, shows e museus. É inegável que esta exclusão gera inúmeras consequências, pois, dessa forma, apenas as classes sociais mais elevadas usufruem de tais regalias, o que coopera para o aumento da desigualdade existente.
Ademais, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Neste sentido, a falta de estímulos culturais durante o crescimento do indivíduo pode atrapalhar seu desenvolvimento, uma vez que uma das fontes do pensamento crítico e o modo de ver o mundo vêm das experiências vividas. Em síntese, este problema é capaz de afetar todo o povo.
Portanto, é preciso que medidas eficientes sejam adotadas para democratizar o acesso à cultura no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Cultura facilitar a integração desta parcela carente da população, por meio da destinação de uma verba para o investimento cultural, que irá criar espaços e atividades sociais nas comunidades, como teatros e bibliotecas públicas, a fim de que todos os brasileiros possam desfrutar de uma boa formação, assim como está previsto na Constituição Federal.