A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 07/10/2019
De acordo com Adorno e Horkheimer, da escola de Frankfurt, a cultura tornou-se mera aquisição da indústria capitalista, fato que constitui a enorme lacuna que dificulta a plena democratização do acesso à cultura no Brasil. Nesse viés, convém analisar os impasses, bem como as consequências do falho acesso à cultura.
Ainda de acordo com os frankfurtianos, a mídia moldou a cultura de acordo com os ideais burgueses e apropriou-se dos elementos de resistência de alguns povos. Ao seguir essa crítica, evidencia-se a escassa coletividade da cultura, o que favorece a alienação, tendo em vista os padrões impostos pela massa detentora do poder. Percebe-se, infelizmente, que a cultura a alcançar a população com mais facilidade é a que visa o lucro.
Outrossim, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo IBGE, 10% dos mais ricos são responsáveis por 40% do consumo cultural no país. Esse fato está diretamente ligado à desigualdade social, como também à falta de investimentos no ensino, ascendendo a banalização do poder de transformação social pautado no livre acesso à cultura e suas inúmeras facetas de luta dos antepassados que, pouco a pouco, vem sendo dilacerada.
Para tanto, para que as críticas dos frankfurtianos e a alienação cultural não ganhe espaço na sociedade, principalmente nas parcelas marginalizadas, são necessárias mudanças nos meios de propagação de informação. Urge, portanto, que o Estado, por meio do Ministério da Cultura, instaure ações interventoras nas propagandas sem cunho educativo e cultural. Ainda, deve criar oficinas de arte e mais descontos para as classes baixas apreciarem de maneira uniforme espetáculos e afins. Assim, toda a diversidade cultural que o Brasil oferece será democratizada com o intuito de educar os cidadãos para que conheçam as glórias que os antecedentes dessa sociedade conquistaram.