A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 20/10/2019
Segundo o filosofo Pierre Bourdieu. a cultura pode ser tratada como uma forma de riqueza. Essa tese do Capital Cultural, fala que todos os debates, o que vemos, ouvimos e nossas experiências de vida transmitem conhecimento aos indivíduos, como por exemplo, o cinema, teatro, exposições, livros, músicas e grupos de conversa. Esses aprendizados, no mercado e no meio social são valorizados e au-xiliam as pessoas a acender na sociedade de classes, promovendo igualdade. Com isso, a democrati-zação da cultura , que é tratada como bem de valor, deve chegar a todos para promover a equiparação do povo brasileiro. Todavia, para que isso ocorra, é preciso que o país lide com problemas como a falta de recursos financeiros, de tempo e interesse da maioria da população.
Evidentemente, grande parte do povo brasileiro não tem ou encontra tempo para ir a um espetáculo, orquestra, cinema ou ler. Isso acontece, pois as pessoas estão ficando mais solitárias e presas no meio de consumo, como explica Bauman. Ou seja, os indivíduos estão tratando suas relações de forma efê-mera e líquida, em vez de buscar a cultural, preferem comprar produtos que satisfaçam seu ego e desejos, como exemplo, comprar os telefones, computadores, roupas e carros novos e atuais mesmo que já tenham algum deses objetos em ótimas condições para uso. Como explicado na Modernidade Líquida essa barreira, para democratizar a cultura, atrapalha o desenvolvimento de uma população erudita, que conhece sua cultura, além de alienar esse grupo e prendendo ele nas classes mais baixas.
Em tempo, as pessoas que tem tempo e querem conhecer sobre a cultura do país, que sonham em ver uma exposição, peças ou até mesmo ler um livro, pois nunca fizeram. Esse objetivos, é muitas vezes destruído pela falta de dinheiro, sendo que o artigo 6° garante a todos acesso a cultura. Com isso, essa parcela do povo não obtêm o capital cultural tão valorizado para crescer nos empregos e no convívio social. Dessa forma, o ser humano se torna um cidadão de papel, como descrito por Dimeins-tein, que fala dos direitos estarem escritos no papel, mas não são cumpridos fora delas e o brasileiro só é cidadão dentro das folhas da constituição.
Em vista dos argumentos apresentados, o governo, através do Ministério da Cidadania, deve incentivar a busca pelo capital cultural, cumprindo com o artigo 6° da constituição. Isso deve ser feito, por meio de projetos sociais, ampliação do vale cultural, parcerias público-privadas e estímulos a busca pela cultura. Dessa forma, os entraves que impedem a cultura de chegar para todos vão ser vencidas. Assim, os brasileiros terão a cultura democratizada e obterão o cultural muito prestigiado.