A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 18/10/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito ao lazer e ao acesso a cultura. No entanto, é notável nos dias atuais que o Estado não cumpre com esse acordo internacional pois muitas pessoas não tem acesso a esse direito, seja por falta de infraestrutura ou carência de projetos. Por ser um problema que afeta a sociedade, é necessário o debate acerca do assunto analisando possíveis causas.

Primeiramente é ínclito salientar a ausência de políticas públicas como uma das principais causas. Hodiernamente, de acordo com o Fundo Monetário Internacional o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, sendo racional acreditar que teria uma política eficiente de infraestrutura relacionada ao lazer para toda população. Entretanto, com a ausência deste, diversos municípios carecem de locais públicos que visem a interação lúdica do indivíduos. Por conseguinte, muitos cidadãos não tem acesso a esses meios de divertimento e de interação social.

Em segundo lugar, cabe ressaltar que a carência de projetos em ambientes escolares é um impasse enfrentado pela sociedade. Segundo a teoria de Isac Newton para toda ação existe uma reação de igual intensidade e direção contrária. Nesse sentido, se a escola que tem por objetivo formar pessoas para o mundo não apresenta atividades culturais para os alunos, tampouco eles terão acesso a esse meio. Consequente a tal fato, a sociedade irá formar indivíduos excluídos dos meios de lazer e cultura.

Portanto, é mister que o Estado efetue medidas para erradicar o quadro atual. Cabe ao poder Executivo, por meio de investimento social, criar um projeto para construção de espaços materiais que visem o lazer da população, a fim de incluir o acesso em municípios que carecem desse meio. Também cabe ao Ministério da Educação, administrar projetos culturais nas escolas, por meio de atividades que visem o lazer e a interação lúdica dos alunos, a fim de minimizar os obstáculos.