A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 22/10/2019
Funcionando como a Primeira Lei de Newton, na qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento a não ser que seja aplicada uma força suficiente sobre ele, capaz de alterar o seu percurso, a democratização do acesso à cultura no Brasil, ainda não é uma realidade para muitos cidadãos.Com isso, ao invés de atuarem como a força descrita por Newton, capaz de mudar essa problemática, da permanência para à extinção, a combinação de fatores sociais com políticos, acaba contribuindo para a situação atual.
Segundo pesquisas do Portal G1, cerca de 57% dos brasileiros vivem em áreas com pouco acesso a cultura e, por conseguinte, tal fato atenua ainda mais a exclusão cultural dessas pessoas. Prova disso, é justamente um dos fatores que caracterizam esse problema: a desigualdade social. Muitas famílias de baixa renda não conseguem morar em locais com acesso a cultura, como os grandes centros urbanos e, por isso, muitas são obrigadas a morarem em zonas periféricas, sem terem acesso aos meios de entreterimento cultural. Assim, torna-se evidente que a exclusão cultural é consequência direta da desigualdade social vivida no Brasil.
Ademais, por se tratar de um tema social, os políticos brasileiros deveriam estar mais preocupados com essa situação, no entanto, muitos não estão. Grande exemplo disso, a falta de verbas para a cultura nacional,é um dos fatores que evidencia o descaso do governo. Muitos agentes públicos encaram o Ministério da Cultura como menos importante ou, até mesmo, desnecessário e, com isso, poucos recursos são destinados para os teatros, cinemas e bibliotecas nacionais. Desse modo, quem não têm condições de comprar livros, DVD’s, por exemplo, são excluídos do universo cultural, pois o Estado pouco faz para promover o acesso a cultura à todos.
Desarte, faz-se mister que o Estado brasileiro em conjunto com a sociedade revertam esse quadro. Seria interessante que a mídia, através de filmes, novelas e noticiários, mostrasse aos cidadãos que têm acesso aos meios culturais, a realidade vivida por muitas famílias carentes e, dessa forma, tentar convencê-los a doarem livros, revistas, jornais, eletrônicos, à quem não tem, promovendo assim , a inserção cultural dos mais pobres. Outrossim, cabe ao Governo Federal aumentar o repasse de verbas para o Ministério da Cultura e, dessa maneira, promover a criação de oficinas culturais nas escolas e nas comunidades carentes.Tais medidas atuarão como a força descrita por Newton, suficiente para mudar esse cenário.