A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 22/10/2019
A cultura, segundo estudos antropológicos, se manifesta de diferentes formas, como na música, nos livros, nas danças, nas pinturas e também, nos costumes, de forma que torna-se algo anterior ao homem, ou seja, todo individuo é possuidor de cultura. Entretanto, o acesso à elas pelas camadas mais baixas e mais jovens da sociedade representa um desafio à ser enfrentado em território brasileiro. Nesse sentido, convém analisar as causas, consequências e possíveis soluções para esse problema.
A priori, a falta de incentivo à cultura para jovens, no mundo atual, é um fator determinante para o descaso na democratização do acesso à bibliotecas, aos museus, aos teatros e aos festivais musicais. è importante frisar, desse modo, que o público jovem é, demasiadamente, alvo de incetivo à tecnologia, tal que desvalorizam a cultura em detrimento do mundo virtual, que transfere um conhecimento e entretenimento supérfluo e efêmero. Para isso, abe ressaltar o conceito de indústria cultural, definido por Marx Hokeimer e Theodor Adorno. Para esses estudiosos, a cultura se tornou objeto com valor mercadológico na sociedade contemporânea, de modo que seu acesso seja reservado, exclusivamente, pela classe com maior poder aquisitivo, por conseguinte, a população jovem opta pelo acesso, unicamente, da internet, visto que seu alcance é facilitado, tanto economicamente quanto fisicamente.
A posteriori, outro problema acerca da democratização da cultura em território brasileiro é o descaso econômico , posto que, desde os primórdios das civilizações, o acesso à cultura representa um benefício de classe. À vista disso, ressalta-se o período Joanino da história do Brasil, em que a corte portuguesa, fugida de Napoleão, refugia-se na colônia e trazem consigo bibliotecas, teatros e universidades. Entretanto, infelizmente, o acesso foi restrito para a família real, portugueses e grandes comerciantes. Tal contexto dialoga diretamente com a atual situação brasileira, pois, o encarecimento dos preços para o acesso de livros, de teatros, de cinemas e de bibliotecas impossibilita a participação da classe baixa da sociedade. Isso gera, portanto, uma segregação socio-cultural.
Logo, é sabido que os principais aspectos geradores da desigualdade do acesso à cultura no Brasil são a falta de incentivo aos jovem em buscar participar do ambiente cultural do país coo também, o encarecimento desse acesso, gerado pelo empoderamento da industria cultural. Desse modo, é preciso que o Ministério da Cultura junto ao Ministério da Educação, por meio da lei Rouanet, priorize o acesso do jovem aos meios culturais, como teatros, festivais e bibliotecas. Para isso, será necessário investimento para criar momentos culturais filantrópicos, com a adesão de toda a população, além de fornecer bolsas exclusivas para o acesso cultural pelos jovens no Brasil. Somente assim, tornar-se-á igualitária e justa a participação da sociedade na cultura do próprio país.