A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 28/10/2019

Durante a Semana de Arte Moderna em 1922, evento realizado em São Paulo, foram apresentados novos conceitos artísticos e a renovação da linguagem apenas para a elite da época consumidora de tal conteúdo. Hoje, porém, a democratização do acesso à cultura no Brasil ainda prevalece inacessível para maior parte da população, em virtude de desigualdades socioeconômicas e a falta de valorização cultural no país. Nesse sentido, é possível perceber que a enigmática apresentada precisa da atenção das autoridades para ser resolvida.

A princípio, é necessário analisar a desarmonia financeira dos indivíduos como um empecilho à participação destes em propriedades cultas. Na série 3%, há discrepância em questão da acessibilidade de pessoas ricas e pobres, uma vez que todos os recursos de maior qualidade e aproximação artística estão nas mãos de poucos. Tal situação, entretanto, não fica restrita ao cenário cinematográfico, pois ao comparar o valor financeiro de livros, filmes, ingressos teatrais com a questão monetária dos brasileiros, a dificuldade em visitar patrimônios nacionais acentua-se, tendo em conta que 50 % da população recebe salário mínimo, segundo dados do IBGE. Dessa maneira, por consequência de fatores financistas, a popularização cultural torna-se improvável, haja vista a condição desfavorável no âmbito governamental.

Ademais, há demasiada desvalorização devido ao descuido do Governo com a riqueza cultural da nação. De acordo com o G1, um incêndio de alta proporção destruiu o Museu Nacional em 2018, o qual danificou artefatos históricos presentes desde a vinda da família real ao Brasil. Tal problemática, evidencia como o descaso cultural ainda é recente no país. Soma-se à isso, a precariedade da educação pública brasileira, tendo em vista a falta de investimentos em internet e bibliotecas por não possuírem apoio do Estado. Desse modo, faz-se urgente o controle eficaz do aumento de aplicações culturais no cotidiano do povo.

Frente ao supracitado, percebe-se que tanto a desigualdade social como a desvalorização cultural são desafios para a coletivização. Cabe ao Ministério da Educação junto ao Ministério da Cultura,  disponibilizar verbas para a criação de meios interativos nas escolas e promover eventos públicos gratuitos por meio da instauração de projetos eficientes a fim de facilitar a integração da população em  aspectos culturais, pois é necessário que todos se beneficiem igualitariamente. Dessa forma, os desafios enfrentados pela sociedade talvez tenham a probabilidade de serem democratizados.