A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 04/11/2019

A CINESIA DO CAMINHO

Conforme Platão: “O importante não é viver, mas viver bem.” Segundo o filósofo, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Porém, no Brasil, há um grande número de pessoas que não vivem essa verdade, são as mazelas sociais, as quais são excluídas dos entretenimentos que a sociedade dispõe, como o cinema, visto que, não possuem condições de renda para tal acesso. Nesse sentido, faz-se preciso verificar o papel fundamental do Estado e suas ações perante a situação, que torna-se cada vez mais desafiadora.

A princípio, a Constituição Cidadã de 1988 garante o lazer e o bem-estar de qualidade como direito de todos e dever do Estado, sendo o compromisso deste, promover o acesso igualitário e universal às ações e aos serviços para sua formação e proteção, contudo, o Poder Executivo não efetiva esse direito. Nesse contexto, vale ressaltar a lógica de Aristóteles no livro “Ética à Nicômaco”, no qual disserta que a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo, verifica-se que esse conceito encontra-se deturpado no país, uma vez que urge maior atenção com a população carente de condições  no acesso ao cinema, o qual corrobora com o problema de inclusão social dos brasileiros.

Em segunda análise, é notório o quanto é valioso a crescente inovação dos televisores, desde a televisão à cabo em preto e branco, que ganhou cores e chegou ao século XXI com as enormes telas. Atrelado a isso, têm-se o cinema que incluiu a tecnologia do óculos 3D, o qual faz com que a imagem fique ainda mais próxima e traz a sensação de um um filme real. Entretanto, o acesso à esses ambientes tem valor elevado, por exemplo, na cidade de Florianópolis-SC, um ingresso possui em média o valor de trinta reais, o qual torna-se caro principalmente para as periferias urbanas, as quais não dispõe de condições financeiras para tal acesso, e assim, não participam desses locais.

Ante o exposto, faz-se necessário que o Poder Executivo invista na prefeitura das cidades, por meio de verbas governamentais, para que essas criem ambientes de cinema à céu aberto e promovam o acesso para a população como um todo, assim, mitigará o problema de inclusão social. Dessa maneira, poder-se-á viver conforme a filosofia de Platão.