A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 03/11/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problema. No entanto, aquilo que se observa na realidade contemporânea é o oposto daquilo que prega o autor, uma vez que, a falta de democracia no acesso ao cinema, apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto de problemas de infraestrutura e sociais, quanto da falta de apoio ao cinema nacional. Diante disso, torna-se nescessário a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primeiramente, é fulcral pontuar que o problema deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrencias. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável pelo bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a baixa atuação das autoridades, fica evidente que a falta de cinemas é também um problema social, visto que os lugares com maio taxas de cinemas per capita, são aqueles com maior renda. Dessa forma, faz-se urgente a reformulação dessa postura estatal.
Ademais é imperativo ressaltar a falta de apoio ao cinema nacional como promotora do problema. Segundo Nelson Rodrigues, o brasileiro sofre de um “complexo de vira-lata”, o que junto as dificuldades de se produzir arte no Brasil, acaba ocasionando um maior consumo do cinema estrangeiro.
Assim, com o intuito de mitigar o problema, é necessário que o Ministério da Cultura em parceria com a Ancine, implemente um plano de desenvolvimento do cinema brasileiro, que construirá cinemas em áreas pobres e oferecerá subsidios a industria nacional, promovendo por consequente uma melhoria do produto e maior adesão popular. Desse modo, atenuar-se-á, os efeitos nocivos do problema e a coletividade alcançara enfim a Utopia de More.