A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 04/11/2019

O filme norte-americano “Os sonhadores”, ambientado em París no século XX, narra a história de jovens que desenvolvem o pensamento crítico através do cinema. Ao traçar um paralelo com a sociedade brasileira contemporânea, infere-se que, a restrição ao acesso à arte cinematográfica limita a cidadania, a medida que compromete o desenvolvimento de uma consciência político-social. Denota-se que esse bloqueio ao consumo cultural da sétima arte se dá devido à falta de salas de cinema em regiões afastadas de grandes centros e a ausência de políticas públicas efetivas.

Primeiramente, deve-se salientar que, a distribuição desigual das salas de exibição impossibilitam parte da população de consumir as produções cinematográficas. De acordo com o filósofo inglês Richard Wollheim, “A arte é uma expressão da vida”. Denota-se, portanto, que limitar o acesso ao cinema acarreta na privação de parte do convívio social.

Outro desafio a ser enfrentado é a incapacidade do Estado de promover cultura a todos. A constituição de 1988 garante o direito ao acesse universal a expressões artísticas como forma de exercício da cidadania. Deste modo, cabe ao governo prover políticas públicas de acesso ao cinema.

Portanto, a secretaria de cultura - incorporada recentemente ao Ministério da Educação - deve criar um programa nacional de incentivo ao consumo de produções cinematográficas, promovendo o ingresso gratuito a populações em situação de risco. E poderá faze-lo através de parcerias público-privadas - administradas em conjunto com o ministério da Economia - que concedam isenção fiscal a empresas que aderirem ao programa. Infere-se que tal política terá como efeito a construção de novas salas de cinema pelo país e a inserção de novos espectadores a esta arte, garantindo o direito ao acesso à cultura e cidadania, ambos previstos na constituição e ilustrados no longa-metragem “Os sonhadores”.

Não consegui achar o tema de redação do ENEM 2019 no site :(