A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 04/11/2019

Segundo John Locke, filósofo britânico do século XVII, é dever do Estado garantir e expandir os direitos a todos os cidadãos. No entanto, apesar do aumento de pessoas que frequentam esse ambiente, a democratização do acesso ao cinema apresenta-se como um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e possível medida para reduzir essa problemática.

Inicialmente, de acordo com o portal de notícias G1, recentemente, o filme “ Os Vingadores: Ultimato” não só foi o mais assistido do Brasil, mas também atingiu o recorde cinematográfico da história. Esse fato, felizmente, demonstra que o consumo por essas obras se expandiu nos últimos anos, sendo que, um dos maiores fatores para essa realidade no país é a lei da Meia-entrada, que permite aos estudantes frequentar eventos culturais pela metade do preço, que possibilita o aumento da inclusão de indivíduos nesses ambientes.

Entretanto, em contramão ao pensamento do filósofo britânico, a grande maioria da população de baixa renda não consome filmes nesses estabelecimentos, por conta do alto valor cobrados pelos ingressos, conforme uma reportagem do canal televisivo Globo News. Desse modo, é lamentavel que cidadãos não possam estar presentes em eventos culturais devido ao pouco dinheiro, o que evidencia a desigualdade social existente no país.

Dessa forma, a fim de seguir os ideais de John Locke e aumentar a democratizar o acesso ao cinema, o Poder Executivo, em consonância com o Legislativo, deve aprovar um projeto de lei que amplie a Meia-entrada para todos os cidadãos de baixa renda. Essa medida, consequentemente, tornaria possível o contato da população com o mundo cinematográfico.