A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 04/11/2019

(Democratização ao acesso do cinema no Brasil)

Considerado a sétima arte, o cinema teve sua primeira exibição em dezembro de 1859, com o intuito principal de servir apenas para pesquisas. Contudo, virou uma forma de entretenimento e no Brasil sua exibição fôra democrática no que se refere a acessibilidade universal da população. Todavia, com o passar do tempo, perdeu-se a conceituação desse recurso a todos, problemática que se evidência pela desigualdade social e a falta de incentivo a cultura.

Em primeiro plano, é de suma que se evidencie a disparidade econômica no Brasil, o que leva a população a não investir em tal arte. Ademais, cabe ressaltar que a Constituição Federal de 1988, garante em seus artigos o acesso igualitário a cultura. Contudo, essa premissa não se evidencia na prática pelo abuso na cobrança de bilhetes ao acesso de sessões de filmes.

Em paralelo, é uma realidade a falta de incentivos a cultura pelo apelo governamental. Para o filósofo Maquiavel, o governo é o pai do povo e deve exercer políticas que incentive “seus filhos”. Todavia, a governança brasileira não estabelece medidas que garantam o acesso igualitário do povo à sétima classe da arte.

Tendo em vista os fatos mencionados, é indubitável que a extratificação social exclusiva aliada a falta de incentivo e investimento causa o darwinismo social da cultura a nível de acesso as artes. Assim, o Ministério da Cultura, principal órgão de formação socio-cultural do pais, em sinergia com o Tribunal de Contas da União deverão liberar investimentos para que em consonância com as redes privadas de cinema, promovam sessões comunitárias com filmes culturais para agregar valores a população e fomentar a educação. Pois, como lembra Sir Arthur Lewis, a educação não é gasto, mas sim um investimento, assim a cultura fortalece o avanço educacional.