A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 04/11/2019
No ano de 1895, em Paris, George Mélies, quis adquirir um “Cinematógrapho” com Lumiére, um dos inventores do cinema, que disse-lhe que o aparelho não teria o menor futuro como espetáculo. Não obstante tal questão transcede o tempo e mostra-se presente na realidade atual: Lumiére estava errado e gradativamente o interesse por cinema só têm crescido cada vez mais. No entanto, nem todos possuem acesso as telas, haja visto que apenas 17% da população brasileira frequenta o cinema, sendo assim um privilégio para poucos. Logo, torna-se fundamental a discussão desses aspectos para garantir a plena democratização do acesso ao cinema.
Convém ressaltar, a princípio, que os cinemas em sua grande maioria estão localizados em áreas nobres de grandes cidades, contribuindo assim para a continuidade da problemática. Além disso, vale ressaltar o preço dos ingressos que não são acessíveis a grande parcela da população. Dessa forma, é violado o direito ao entretenimento, assegurado na Constituição Federal, tornando-se para poucos o acesso as telas de cinema.
Paralelo a isso, a imperícia social vinculada a falta de estruturas nos cinemas para surgos e cegos contribui para a perpetuação do impasse. Para o célebre teólogo, São Tomás de Aquino, todos são dignos da mesma importância, assim como nos seus direitos e deveres, justificando, assim, a responsabilidade do Estado em garantir acessibilidade a todos. Entretanto, não é o que acontece, já que a maioria das salas de cinema possuam uma estrutura precária para receber deficientes auditivos e surdos-mudo.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Estado, mediante aos Ministérios da Educação e Ciência e Tecnologia criar um plano educacional que vise elucidar a população quanto à importância da democratização do acesso ao cinema, visto que, o entretenimento é um direito garantido pela Constituição, e deve, ser instrumentalizado na oferta de palestras em escolas e publicações em redes sociais. Além disso, é necessário que haja, por meio de verbas governamentais, investimento em estruturas para o acesso de deficientes. Ademais, o governo, por meio de políticas públicas, deverá ofertar meia-entrada para a população de baixa renda. Somente assim, o Brasil, consolidará a máxima de São Tomás de Aquino, em que todos são dignos da mesma importância.
Obs: fiz o tema com base no tema do Enem: democratização do acesso ao cinema