A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 04/11/2019
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à laser e ao bem-estar social. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário com relação aos meios para democratização do acesso ao cinema. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da crise econômica, a dificuldade de acessibilidade, e seus impactos sociais.
Em primeiro plano, é preciso se atentar com relação à dificuldade financeira, presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”, cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência da insegurança coletiva, no que tange a privação dos meios necessários para o investimento em laser da pessoa e de sua família, impedindo caminhos que levam à solução do problema.
Além disso, o elevado índice de pessoas que residem afastadas do centro urbano encontra terra fértil no individualismo, e na falta de empatia. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós - modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Visto que, há como principal efeito à falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi o aumento desenfreado de casos de pessoas sem acesso ao cinema por ausência da democratização, o que funciona como um forte empecilho para a sua resolução.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar essa problemática. Para que isso ocorra, urge ao Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, e o Ministério do Desenvolvimento, deve ministrar palestras em escolas para alunos nas instituições, e também para a comunidade, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webs conferenciadas nas redes sociais dos ministérios, e nos meios midiáticos, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre os impactos e consequências negativas que surgirão pela falta de democratização a inclusão de acesso a cultura aos indivíduos, e assim atingir um público maior com estratégias de prevenção e ajuda as pessoas afetadas. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, como constatou Hannah Arendt “A pluralidade é a lei da Terra”. Dessa forma, o Brasil poderá ter mais inclusão e bem-estar social.