A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 28/08/2020

A teoria do filósofo Theodor Adorno, a qual ele diz que a arte passou a ser um instrumento industrial para fins lucrativos está se confirmando com o passar do tempo. O Brasil, sendo um país com culturas diversas, vem perdendo sua autonomia, visto que poucas pessoas têm acesso ao lazer e conhecimento, isso pela má distribuição de museus, cinemas, teatros e muitas vezes falta de incentivo ou condições por parte das escolas.

Primeiramente, percebe-se a expressiva diferença na quantidade, por exemplo, bibliotecas em grandes cidades. Tal fato dificulta que camadas mais baixas da sociedade possam usufruir do direito à leitura. A predominância de ricos com maior contato cultural em centos urbanos vem de uma alienação de viés capitalista, fruto da indústria cultural desenvolvida e discutida na Escola de Frankfurt.

Além disso, é necessário se atentar a iniciativas das escolas para visitas a monumentos que possam acrescentar na vida dos jovens. É importante que as instituições de ensino planejem fazer excursões, eventos e projetos artísticos para que a influência, o interesse e o olhar crítico sejam presentes desde a infância, fazendo-os lutar contra a elitização do conhecimento, como a taxação de livros recentemente aprovada no Brasil.

Portanto, é de extrema relevância que a Secretaria da Cultura tome posse essa problemática fornecendo ingresso gratuitos de cinema e teatro em escolas, com a finalidade de aumentar o público pensante. Compete, também, a Mídia de Televisão, que alcança boa parte da população, facilitar o acesso por meio de transmissões ao vivo de espetáculos para que os pobres não fiquem sem conteúdo artístico. Assim, será possível uma democratização cultural e a teoria de Theodor deixará de ser uma verdade absoluta.