A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 01/09/2020
No filme brasileiro “Na Quebrada” mostra jovens da periferia de São Paulo que encontraram nas produções cinematográficas forças para lidar com as dificuldades de onde moram. Tal obra, põe atualmente em vigor a importância da relação entre ser humano e sua cultura, já que nascem nela. Nesse contexto, questões como o encarecimento e a falta de investimentos governamentais na cultura devem ser assuntos discutidos no âmbito democrático.
Em primeiro plano, com a chegada da corte portuguesa no Brasil em 1808 houve construções culturais como, museus e bibliotecas destinadas a elite, visto que os ingressos eram extremamente caros. Quanto a esse fato, não se prendeu apenas ao passado, pois ainda os ingressos e produtos continuam inacessíveis a classes de baixa renda. Dessa maneira, a sociedade gera cidadãos desconhecidos da sua própria cultura.
Em segundo plano, grandes atrações culturais ocorrem nas grandes metrópoles, excluindo as pequenas cidades. Segundo dados do IBGE, mais de 50% dos 5.560 municípios, não possuem livrarias, rádios, salas de cinema, museu ou teatros, evidenciando que políticas públicas não impõe a construção desses estabelecimentos nesses locais. Dessa forma, a população do interior não desfruta do acesso à cultura nacional.
Evidencia-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para resolver o impasse. Por conseguinte, cabe o Ministério da Cidadania criar um “Cartão Cultura” por meio de um projeto de lei entregue ao Senado Federal destinado as pessoas de baixa renda terem descontos a qualquer produto cultural. Além disso, são necessárias as Secretarias Municipais da Cultura promovam eventos de entretenimentos para a população. Feito isso, toda a sociedade brasileira poderá usufruir igualitariamente de sua cultura.