A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 12/09/2020
Cultura é o conjunto dos hábitos sociais e religiosos, das manifestações intelectuais e artísticas, que caracteriza uma sociedade, tendo em vista a concentração dos conhecimentos adquiridos. Entretanto, o acesso à cultura no Brasil é desigual, visto que é percebível a elitização do acesso ao conhecimento e a dificuldade das minorias em terem o contato efetivo com a cultura.
A priori, os elevados preços cobrados nos eventos culturais como cinema, teatros, consertos musicais e shows promovem a elitização da cultura, ao passo que apenas os mais privilegiados economicamente e socialmente têm acesso a esse conteúdo. Isto posto, para o filósofo e pensador Confúcio “a cultura está acima da diferença da condição social”, enfatizando que o acesso a cultura deve ser democrático e igualitário para toda a população.
Ademais, um estudo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que apenas 10% dos municípios brasileiros têm salas para exibição de filmes. Diante disso, a concentração das salas em determinados municípios, principalmente capitais, acirra o desequilíbrio no acesso à cultura. Além disso, de acordo com Jefferson Mariano, analista socioeconômico do IBGE, “A população de baixa renda, população jovem, pessoas negras, de uma forma geral pessoas que residem em locais menos privilegiados são os maiores afetados com essa desigualdade".
Em suma, a desigualdade do acesso à cultura é uma realidade na sociedade brasileira e devem ser traçadas formas para contornar esse problema. Assim sendo, com o objetivo de tornar o acesso a cultura democrático, o Estado juntamente com o apoio dos Governos Municipais devem implementar e investir em políticas que desenvolvam o contato da população carente com a cultura, como cinemas gratuitos, programas de apoio à inserção da sociedade nos campos culturais de teatro e música, para que obtenham um capital cultural próprio.