A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 15/09/2020

Na obra “Utopia” do escritor Thomas More, é retrato uma sociedade perfeita, qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que autor prega, uma vez que a democratização do acesso à cultura no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do governo e quanto das empresas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o governo deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo a pesquisa realizada pelo IBGE de 2007, 10% dos mais ricos do Brasil são responsáveis por cerca de 40% do consumo cultural do país. Isso ocorre porque há uma má distribuição geográfica que impede o acesso à cultura. Pois existem muitas cidades no interior do nordeste que sofrem com a falta dos eventos culturais.

Ademais, é imperativo ressaltar que as empresas de acesso à cultura visam somente o lucro. O termo “a indústria cultural” está diretamente relacionado à principal característica do capitalismo: lucrar. As diversas propagandas televisivas, sem conteúdo educativo algum, as músicas com letras repetitivas e algumas delas até chegam a fazer apologia à cultura do estupro – objetificação principalmente da mulher – tornam-se principais aspectos dessa indústria. Nesse sentido, a cultura que chega com mais facilidade infelizmente é essa da indústria, pois a mídia como um dos principais meios de comunicação, colabora bastante para essa alienação.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar que uma vez que o acesso à cultura facilitaria a construção de um pensamento crítico. E para que isso aconteça, o governo deve intervir nessas propagandas sem conteúdos expostas pela mídia. Deve também assegurar projetos ligados à iniciativa privada para possibilitar descontos às classes baixas e criar atividades extracurriculares nas escolas sobre a importância da diversificação cultural para a sociedade como um todo.