A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 16/09/2020
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a democratização do acesso à cultura no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do governo e quanto das empresas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o governo deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais ocorrências. Segundo a pesquisa realizada pelo IBGE de 2007, 10% dos mais ricos do Brasil são responsáveis por cerca de 40% do consumo cultural do país. Isso ocorre porque há uma distribuição geográfica que impede o acesso à erudição.
Ademais, a cultura não somente uma forma de entretenimento, é também uma grande ferramenta para a educação no país. Segundo a teoria da Tábula rasa de Jonh Locke, que compara o ser humano a uma tábula rasa, pois nasce sem nenhum conhecimento ou impressão e que tudo é adquirido. Porém, com o pensamento hiper capitalista que a sociedade vivência nos dias atuais, as empresas responsáveis por realizar as exposições de arte e cultura colocam certos “obstáculos” para se deslocar a uma cidade onde a maioria das pessoas tem menos condições financeiras. Dessa maneira, a maior parte da sociedade enfrenta grandes dificuldades na compreensão das linguagens e do contexto social que a arte é criada.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para facilitar o acesso democrático ao acesso à cultura no país. Posto isso, o Ministério da Cultura deve, por meio de um amplo debate entre Estado, sociedade civil, agência nacional de cultura empreendedorismo e comunicação(ANCEC) e profissionais da área, lançar um Plano Nacional de Democratização ao acesso à cultura no Brasil, a fim de fazer com que o maior número possível de brasileiros possa desfrutar do universo artes. Tal plano deverá focar, principalmente, em destinar certo percentual de ingressos para pessoas de baixa renda e estudantes de escolas públicas. Ademais, o Governo Federal deve também, mediante oferecimento de incentivos fiscais, incentivar as empresas que de erudição a reduzirem o custo de seus ingressos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.