A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 23/09/2020

Cultura e arte interligadas

Desde que o Ministério da Cultura foi criado no Brasil, apresenta como principais objetivos a valorização do que é tradicional para o país e a sua aproximação com o dia a dia dos cidadãos. Porém, esta realidade tem se mostrado distante diante do proposto.

Já é de costume ouvir-se falar sobre o incentivo à arte e cultura, porém ao longo do tempo percebe-se determinada restrição ao conteúdo produzido por artistas, sejam eles: esculturas, pinturas, peças teatrais, fotografias, livros, músicas, dentre tantos outros. A classe dominante é quem detém do poder de acesso a estas obras e ainda, aos locais de venda ou apreciação. A renda média brasileira é considerada insuficiente para suprir necessidades básicas, logo, as prioridades passam a ser elas ao invés da cultura. Por isso, os desafios em democratizar a visibilidade da arte tornam-se presentes na atualidade.

Questões estas que se fazem tão atuais, que Karl Marx já trazia desde o século XIX. O fato da sociedade estar dividida em classes é pertinente ainda na contemporaneidade e com isso, cada indivíduo acaba por possuir seu próprio lugar na hierarquia econômica, determinando assim a participação ou não em todo o universo artístico, seja expressando, comprando ou simplesmente observando. Enquanto isso, para as classes menos favorecidas não há iniciativas nem públicas e nem privadas de inserção das mesmas em programas de cunho cultural.

Em vista dos argumentos apresentados, conclui-se que a arte movimenta, indiretamente, cerca de bilhões de reais por ano, algo de extrema relevância para alavancar o PIB nacional e dessa forma, é imprescindível que as tradições de um povo não se percam e, para isso, sejam propostas propagandas de maior incentivo, além do barateamento do custo de ingressos para que o interesse da população na arte seja elevado.