A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 29/09/2020

Índios, Europeus, Africanos, Asiáticos, dentre outros, muitos são os povos que contribuem para formação cultural nacional. Apesar de toda essa diversidade, nota-se ainda uma negligência quanto a democratização do acesso cultural e faz se essencial um processo de valorização do acervo cultural. Pois, como já dizia Bob Marley um homem sem cultura é como uma árvore sem raiz.

Em princípio, a centralização e a desigualdade na distribuição dos meios culturais, acaba por intensificar essa situação, pois os grandes centros culturais, quase sempre estão localizados em determinadas regiões e grandes cidades. Uma pesquisa do IBGE comprova tal fato, pois apenas 10% dos municípios brasileiros têm salas de exibição de filmes. Ademais, parte da população não tem renda suficiente para poder usufruir de manifestações artísticas, pois o acesso aos museus, cinemas, teatros e até mesmo shows, ainda tem um elevado custo, impossibilitando o usufruto de parte das camadas populares.

Essas circunstâncias fazem com que, naturalmente, os brasileiros percam o interesse pela cultura, implicando desrespeito a diversidade cultural, intolerância cultural e perda da identidade cultural.

Portanto, com intuito de descentralizar os centros artísticos, vê-se necessária uma parceria entre os Governos Estaduais e as Empresas privadas para que juntos invistam em novas casas culturais, como exemplo o CCBB(Centro Cultural Banco do Brasil) que promove exposições artísticas gratuitas. Além disso, a fim de aumentar a acessibilidade cultural, é necessário que o Governo junto a Secretaria da Cultura criem políticas afirmativas como a criação de cotas para produtos artísticos, como cinemas, museus, teatros e centros históricos. Somando se a essas medidas, objetivando democratizar os meios culturais, vê-se essencial que o Governo junto ao Ministério da Cultura criem os Vale-Culturas como espécie de auxílio financeiros as camadas populares com menor poder aquisitivo.