A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 15/10/2020

O filósofo Aristóteles defendia que para  alcançar a plenitude o homem deveria ser culto. Desse modo, destaca-se  a importância do acesso a cultura e meio culturais como as principais ferramentas para propagar o conhecimento tornar o ser humano culto, e logo pleno. Entretanto, nota-se um impasse no Brasil no que tange a democratização desse acesso, em função da negligência governamental frente a essa situação e da rápida urbanização do país.

Em primeiro lugar, o intenso processo de ocupação das cidades brasileiras foi responsável não só pelo surgimento das periferias como também, pelo afastamento dessa população das áreas culturais. Isso porque, no século XX, com o crescimento do centros urbanos, impulsionado pela industrialização, esse locais foram alvos de grandes contingentes de pessoas. Logo, os menos favorecidos economicamente, foram afastados dos centros e passaram a viver em locais pouco assistidos pelo governo. Assim, ao longo das décadas, constituiu-se uma conjuntura no Brasil, em que a cultura possui um status elitista. Não é a toa que, segundo a UNESCO, a maioria dos brasileiros nunca frequentaram museus e exposições de arte.

Vale ressaltar também, o descaso governamental como um dos principais empecilhos para a democratização do acesso a cultura no país. Nesse contexto, nota-se os baixos investimentos em construções de áreas culturais que denota a desvalorização do potencial transformador da cultura na sociedade. Logo o individuo cresce e vê a cultura e a arte como algo de pouco interesse.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse, assim, cabe o Ministério da Cultura, por meio de verbas governamentais, a construções de espaços culturais em periferias, a fim de diminuir o cenário da " cultura  elitista" no país. Urge também, ao Ministério da educação, por meio de campanhas conscientização em escolas, incentivar práticas culturais entre os jovens, a fim de democratizar o acesso a cultura no Brasil.