A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 26/10/2020
A Constituição Federal brasileira de 1988, declara que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional. Entretanto, o acesso à cultura não é uma realidade para uma parcela da população do Brasil, visto que um dos impasses enfrentados é a distribuição desigual do patrimônio histórico e do acesso limitado a esses espaços.
Primeiramente, segundo estudos realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), 70% das cidades do Rio de Janeiro apresentam algum monumento histórico, entretanto, 72% dos municípios brasileiros não apresentam nenhum tipo de exibição plástica. Dessa forma, há um desinteresse enorme em levar algum tipo artístico para esses lugares, que acarreta, assim, em um desprendimento da população sobre o acesso à cultura histórica brasileira.
Em segundo plano, o acesso limitado a cinemas, museus e teatros, por exemplo, fica nítido em várias regiões do país. Segundo uma pesquisa realizada pelo, então, extinto Ministério da Cultura, cerca de 75% dos brasileiros não frequentam ou nunca frequentaram um museu, destacando-se que muitos não se sentem parte dessa atmosfera da cultura, visto que o custo benefício desses espaços acaba saindo da realidade de muitos. Deste modo, a inclusão cultural não depende somente de um público consumidor, mas da reestruturação na introdução desses espaços na vida brasileira.
Portanto, cabe as secretárias da Cultura, em parceria com a mídia local, ampliar a oferta de eventos e espaços históricos para a população, por meio de publicidade na televisão e internet, por exemplo. Dessa forma, o acesso ao Vale Cultura - benefício concedido aos trabalhadores para custear idas a cinemas, teatros e museus, é um ótimo fator para incentivar a inserção cultural no Brasil. Só então, a sociedade atual conseguirá participar ativamente sobre os meios culturais de lazer e históricos.