A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 31/10/2020

Segregação social no campo cultural

Segundo o ex-presidente sul africano Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que  pode ser utilizada para mudar o mundo, nesse sentido, é possível relacionar a máxima com a elitização do acesso à cultura no Brasil. Tal importância deve-se às precárias oportunidades fornecidas às classes menos prestigiadas da sociedade, de frequentar centros culturais, tais como: museus, teatros, bibliotecas e a própria internet; resultando assim, numa maior discrepância social.

Primeiramente, é imperativo ressaltar que mais de 70% da população brasileira nunca foi a um espetáculo de dança, mesmo tal prática estando muito presente na cultura nacional, como informa o site oficial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Logo, infere-se que grande parte da sociedade está privada dessa experiência devido à má gestão econômica que divide, de forma desigual, os cidadãos, possibilitando que somente uma minoria desfrute desse momento.

Outrossim, convém pontuar que no ano de 2014, foi declarado que somente 4,7% dos municípios brasileiros apresentam pelo menos uma Galeria de Arte, como informa o infográfico fornecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Depreende-se, portanto, que além da concentração de renda, há a falta de investimentos, por parte do Estado, à infraestrutura. Tornando mais improvável a ida das “massas” a centros artísticos.

Posto isso, é preciso que medidas sejam tomadas a fim de equilibrar as camadas sociais e aumentar os investimentos no âmbito cultural. Logo, cabe ao Ministério da Economia junto ao Ministério da Cultura, diminuir os gastos públicos, por meio de reformas econômicas que privatizem estatais, e investir o capital acumulado na construção de museus e teatros. Além disso, deve-se realizar palestras ao redor do país, com o objetivo de estimular a ida dos cidadãos a esses pontos científicos. Dessa maneira, o acesso à cultura se tornará mais democrático, possibilitando a mudança do país em função da educação, como defende o sul africano Nelson Mandela.