A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 09/11/2020
Em 1985, durante o governo Sarney, o Ministério da Cultura surge, no Brasil, como o órgão responsável por promover, gerenciar e valorizar a liberdade de expressão e o acesso à cultura no país. Contudo, na prática, assegurar a garantia dessa finalidade parece um grande desafio, visto que a falta de integração e acessibilidade, em conjunto à mercantilização do ensino constituem empecilhos a uma eficiente democratização do conhecimento. Com efeito, torna-se fundamental debater os impactos e as consequências desse quadro, bem como maneiras de o interromper.
A priori, entender a desigualdade existente entre as camadas da sociedade é essencial. Esse fator é o principal causador da segregação entre a população, principalmente no que diz respeito a educação. Sendo assim, a separação resulta em gigantescas deficiências, afetando principalmente a classe social mais baixa. Normalmente a elite é dotada de privilégios e uma educação mais avançada, logo, esta tem um acesso mais facilitado à cultura do país. A classe popular não possui dos mesmos privilégios e tem um acesso limitado as principais áreas de conhecimento.
Ademais, além da falta de acesso físico e econômico a cultura, também é escasso a instrução cultural da população mais pobre, que muitas vezes não tem o preparo necessário para entender a arte mostrada. Esse fato leva ao desinteresse e consequentemente esses cidadãos não procuram mais esse tipo de conhecimento e lazer.
Com isso, infere-se a atual necessidade de os governos investirem em projetos que levem de forma igual a cultura a toda a sociedade, como por exemplo a virada cultural que ocorre na cidade de São Paulo onde durante 24 horas são disponibilizadas atrações culturais gratuitamente em diversos pontos da cidade, projetos como este permitem uma maior interação entre povo e cultura, além de ajudarem a estabelecer a verdadeira essência da democracia.