A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 29/12/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratadas da mesma maneira. No entanto, infelizmente, essa afirmativa não concerne à realidade brasileira no que se refere ao acesso à cultura, visto que mais da metade da população do Brasil não tem acesso à espetáculos culturais, segundo dados do IBGE. Nesse viés, configura-se uma grave problemática que tem como causas: o silenciamento e a negligência governamental.

Em primeiro plano, a falta de debates é uma contribuinte persistente para a não democratização do acesso à cultura no Brasil. Conforme Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Nesse sentido, tal afirmativa consolida a importância que o diálogo tem, para que soluções possam ser efetivamente implementadas na sociedade. Desse modo, torna-se fundamental que as conversas sobre o tema sejam realmente praticadas, visando a resolução do problema.

Em segunda instância, a irresponsabilidade governamental é uma causa latente da problemática. De acordo com a Constituição de 1988, todos os cidadãos brasileiros têm direito ao acesso à cultura, à saúde e à educação. Porém, infelizmente, tal direito não é assegurado à uma numerosa parcela da população, visto que em inúmeros municípios as pessoas não têm acesso a salas de cinema, a amostras culturais, dentre outros eventos relacionados à cultura. Assim, percebe-se o descaso do governo para com as pessoas.

Portanto, medidas devem ser tomadas. O MEC, em parceria com as prefeituras, deve promover um amplo debate, por meio de um projeto social aberto à comunidade. Tal evento deve contar com a presença de especialistas no assunto, a fim de que ocorra uma maior democratização do acesso à cultura no Brasil, garantindo, dessa forma, os direitos de milhões de brasileiros.