A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 13/12/2020

O termo “cultura” remete à qualquer produção que represente um ideal ou um povo, sendo o principal meio de identidade material ou imaterial existente. Todavia, na contemporaneidade essa produção tornou-se uma mercadoria e ressignificou seu papel social. Esse processo reduz desigual o acesso e a produção cultural para as classes mais baixas devido à sua condição financeira. Em vista desse quadro, para uma democracia no acesso à cultura, é imprescindível uma área cultural e da mentalidade social.

É preciso entender, primeiro, o processo de “mercantilização” e seus atos no pensamento coletivo. Segundo os filósofos Adorno e Horkheimer, a Indústria Cultural é o processo que elimina os valores emotivos de bens como a arte e a música com o objetivo de vender em massa, tornando os bens artesanais inferiores para a sociedade apesar de seu valor sentimental inestimável. Dessa forma, é primordial a conscientização popular sobre esse processo e a valorização da cultura não mercantilizada.

Além disso, é relevante entender como infraestrutura e a tecnologia agravam essa problemática. De acordo com o Ministério da Cidadania, mais de 70% dos brasileiros nunca assistiram uma apresentação de dança ou de teatro por carências financeiras e de divulgação. Tal aspecto surge também em escolas que embora busquem a igualdade, não escolha estrutura para levar esses produtos culturais a todas as camadas. Logo, para que haja uma democracia efetiva, são essenciais investimentos nessas áreas que busquem a equidade cultural.

Portanto, percebe-se que para uma homogeneidade no âmbito cultural, são necessárias reformas e de emancipação popular. Para isso, o Governo - representado pelo Ministério da Cidadania - deve focar no acesso cultural amplificado por meio de investimentos em projetos que levem eventos e produtos para todas as camadas populares, além de valorizar culturas subjetivas que representam todas as mazelas da população.