A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 24/04/2021

O filme “A menina que roubava livros” retrata a realidade de Liesel. Uma jovem garota, que durante a Segunda Guerra Mundial, encontra conforto lendo os livros que furta e partilhando-os com seus amigos. Embora seja uma obra ficcional, o longa retrata um entrave presente no Brasil contemporâneo: A democratização do acesso à cultura. Isso se deve à falta de planejamento governamental na área e à vulnerabilidade socioeconômica.

Diante desse cenário, pode-se analisar tal conjuntura conforme o pensamento de Peter Drucker, considerado o pai da administração, que afirma não existirem países subdesenvolvidos; e sim países subadministrados. Nesse aspecto, presencia-se a falha da administração brasileira no que tange o acesso popular à cultura. Tendo em vista que, de acordo com dados do IBGE de 2014, apenas 10,4% dos municípios possuíam acesso ao cinema e 23,4% ao teatro.

Ademais, no que se refere à vulnerabilidade socioeconômica, é possível afirmar que a desigualdade social é um fator que distância a parte populacional que não possui uma renda econômica alta, do acesso à cultura. Visto que, o acesso à esse bem, majoritariamente, possui um alto custo monetário. Nesse aspecto, é importante observar os dados do Ministério da Cultura, segundo os quais, o preço médio do livro é muito elevado se comparado com a renda dos brasileiros de classe baixa.

Tendo em vista os problemas elencados, é mister a ação do Governo Federal, em parceria com o Ministério da Cidadania, em investir 5% do PIB na construção de bibliotecas, cinemas e livrarias, em locais que carecem desses, afim de que as oportunidades de acesso à cultura sejam expandidas. Além disso, é dever do Estado, diminuir a desigualdade social, mediante a criação de programas de auxílio monetário e de empregos em caráter emergencial. Dessa forma, garantir-se-á a democratização do acesso à cultura.