A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 18/04/2021

No contexto social em que o Brasil está inserido, o acesso à cultura, que deveria ser intrínseco a todos, está cada vez mais restrito, uma vez que há uma elitização do público alvo. Dessa forma cinemas, teatros, museus, between other, são negligenciados por uma expressiva parcela da população o que é inaceitável pois a cultura deve estar acima da condição social, como defendia Confúcio, filósofo e pensador chinês.

Diante dessa realidade, vários fatores devem ser considerados como causa, dentre eles, uma escassa oferta fornecida e o alto custo de atividades para o cidadão. Além disso, a falta de segurança e de transportes prejudica ainda mais o acesso. No país cerca de 93 por cento da população nunca frequentou uma exposição de arte, o que reflete diretamente no descomprometimento do Ministério da Cultura e não cumprimento da Lei de Rouanet, que tem por função de instituir políticas públicas destinadas à programação cultural brasileira.

De fato, os efeitos dessa inacessibilidade são danosos, uma vez que de acordo com o pensador Gil Nunes, “Um povo sem cultura é um mal educado, ignorante, e sem o devido conhecimento de cobrar os seus representantes políticos seu dever dentro dos padrões constitucionais ”que atenuam uma alienação em massa o que acaba a afetar também a educação como citou Pierre Bourdieu o que contribui para reproduzir as desigualdades sociais em que se vive, o que é muito prejudicial.

Portanto, a valorização da cultura nacional é, sem dúvidas, uma ponte para o desenvolvimento, sociocultural de uma nação. Sendo assim, cabe ao Governo estimular uma população a cumprir e valorizar como suas manifestações, por meio de políticas culturais que visem dar suporte para a manutenção de tal prática e, sobretudo, que possibilite a propagação delas, firmando parcerias com os órgãos responsáveis ​​pela cultura e desenvolvimento de cada cidade com o fito de ampliar e divulgar o calendário cultural local.