A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 02/08/2021
Para Confúcio, filósofo chinês, a cultura está acima da diferença de condição social. De modo contrário a realidade no Brasil, o acesso à cultura é restrito para pessoas de baixa condição financeira, pois além de haver um alto custo para apreciá-las, também não há estabelecimentos culturais em cidades de baixa população.
Em primeiro plano, vale analisar a importância desse acesso a toda a população. A cultura é, com certeza, a maior fonte de informação para diversas áreas, como a educação, a saúde, etc. Com a finalidade de acessar espaços culturais ( bibliotecas, museus, cinemas, galerias de arte, entre outros), é preciso, primeiramente, de uma renda estável, pois a entrada nesses lugares não possuem preços acessíveis, de forma que não estão aptos a receber essa parte da sociedade.
Em segundo plano, é possível ver que em cidades onde há poucas pessoas, o investimento em espaços como os citados anteriormente é escasso, desmotivando assim a proliferação cultural. Não é difícil encontrar municípios que não tenham cinemas, de acordo com o IBGE, no ano de 2018, 39,9% das cidades do país não têm esse espaço. Sendo essa a realidade atual no Brasil, é necessário pensar em formas para derrubar essa barreira.
Portanto, para facilitar o acesso à cultura para a comunidade, é preciso que o Governo Federal em parceria com as Secretarias de Cultura de cada estado aumentem a verba para o setor cultural, para assim realizar construções de pelo menos um espaço cultural em cidades mais afetadas pela desigualdade social e que diminuam taxas e preços para acessá-las.