A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 02/10/2021
De acordo com dados da UNESCO, IBGE, MINC, IPEA, 87% dos brasileiros não vão ao cinema uma vez no ano, um pouco mais de 8% da população brasileira já foi a um museu e somente 22% da população já participou de um espetáculo de dança. Ainda, 84% da população não tem em suas mãos algum tipo de livro. Portanto, no Brasil, há evidências de segregação cultural, o que leva ao problema de acesso ao conhecimento pelas classes populares. Nesse sentido, percebe-se que são necessários maiores incentivos governamentais e que se reduza a lacuna social no Brasil para democratizar a aquisição de conhecimento.
É notável que, em todas as fases da vida humana, o acesso à cultura é de importância cognitiva fundamental. Porém, de acordo com o relatório da Oxfam, o país ficou em nono lugar em termos de desigualdade, principalmente em áreas urbanas onde a desigualdade fica ainda mais evidente, nem todos podem usá-lo. Além disso, deve-se ressaltar que o Nordeste concentra o maior número de municípios sem biblioteca pública, o que se torna preocupante para as autoridades locais, pois o investimento do capital em conhecimento é mais expressivo.
Visto isso, o entretenimento cultural se limita a uma parte da sociedade. Por causa da ganância por capital, a cultura é elevada ao nível de “industrial” por causa de sua capacidade de dispor dos lucros. Portanto, Adorno e Horkheimer, os sociólogos representativos da Escola de Frankfurt, propuseram o conceito de “indústria cultural” e criticaram a arte como forma de comércio na era da globalização. Dessa maneira, é importante que haja incentivos governamentais para elevar o número de pessoas envolvidas no âmbito cultural brasileiro, deixando assim de ser alienada pelo meio. Assim também, é de extrema importância também que, em áreas rurais, aconteça doação de livros para as pessoas que não conseguem comprar, principalmente livros para crianças para que elas comecem desde cedo a se interessar pela cultura.