A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 27/09/2021
Na canção “Duas Cidades”, o grupo Baiana System relata a divisão de cidades entre alta e baixa, onde se pode aludir às diferenças culturais das duas. Hodiernamente, a falta de acesso aos movimentos culturais é uma realidade no Brasil. A desigualdade social é, portanto, um fator que permite que grande parte da população se distancie das artes, como também, a elitização cultural, presente como um fator exclusivamente lucrativo, no intuito de obter riquezas com a cultura.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que apresentações artísticas, na maioria das vezes é unicamente realizada em grandes centros urbanos, e dificilmente chegam em ambientes suburbanos, além disso, os preços para frequentar esses lugares são demasiados para um cidadão de classe média e pobre, por exemplo. Dessa maneira, é possível aderir o pensamento do filósofo Consoante Confúcio: “A cultura está acima da diferença da condição social”.
Ademais, em relação a ganância da capital, a cultura segue tendo um preço, elevada ao nível de ‘‘Indústria Cultural’’ pela capacidade de obter dinheiro. A elaboração do conceito foi um dos principais resultados da chamada Escola de Frankfurt — um instituto de pesquisas de cunho social inaugurado em 1924 para criticar a forma como a arte tornou-se um comércio na era globalizada. Sob essa ótica, é perceptível que o entretenimento deve ser um bem distribuído a todos.
Por conseguinte, vê-se como a cultura é importante para uma sociedade e a sua democratização é de suma relevância. Para a minimização dos problemas decorrentes, urge que o Ministério da Cultura invista em projetos sociais que viabilizem a música, a dança e o teatro em áreas periféricas, por meio de incentivos aos artistas da própria região. Outrossim, viabilizar através da mídia campanhas que manifestem a má atuação da indústria cultural, para que não se torne somente um valor comercial, mas também social. Somente assim, irá fazer valer o pensamento de Confúcio.