A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 01/10/2021

Em 1922, ocorreu em São paulo uma notável manifestação artística que transformou à cultura do Brasil, a Semana da Arte Moderna aconteceu com o intuito de modificar o cenário da arte, visto que a estética europeia não representava a cultura brasileira. Com o rompimento do tradicionalismo, os artistas brasileiros fizeram com que a cultura do país fosse democrata a todos. Contudo, atualmente uma parcela da população não tem acesso igualitário à cultura, devido à região habitada e a desigualdade social presente no país.

Em razão das regiões brasileiras serem muito distintas, ocorre uma negligência nas mais carentes. Leonardo Athias, pesquisador, destacou que o cinema é um dos equipamentos culturais mais concentrados. Porém, apenas 10% dos municípios brasileiros têm salas para exibição de filmes. Para o pesquisador, a concentração das salas em determinados municípios, principalmente capitais, acirra o desequilíbrio no acesso à cultura.

Por consequência da desigualdade social existente, uma porcentagem da população que vivem em periferias, regiões carentes e interiores se tornam minorias, devido à condição financeira. Isso ocorre pelo do custo ao acesso a teatros, cinemas e museus, que são, para muitos, uma estabilidade financeira inexistente, visto que nem todos tem uma quantia sobrando no fim do mês para momentos de lazer. Muitos lugares tem seus pontos artísticos no centro, em metrópoles e lugares de classe alta. Em São Paulo a avenida Paulista, com seus oito museus e centros culturais, seis conjuntos de cinemas e quatro teatros, são quase 20 quilômetros até o bairro Valo Velho, nos limites da cidade.

Dessa maneira, a mídia no que lhe concerne deve intervir, transmitindo em canais abertos manifestações artísticas para que o acesso à cultura se torne igual a todos, os municípios também devem investir em cultura nas regiões que não apresentam um poder aquisitivo estável, visto que esse investimento é importante para formação social do indivíduo.