A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 01/10/2021

“Um país não muda por causa de sua economia, política ou mesmo ciência, mas por causa de sua cultura.” Essa frase do sociólogo brasileiro Herbert de Sousa, batizada de Betinho, tem muito a ver com a relação e interação do brasileiro com os equipamentos culturais. No entanto, no pais, a democratização da aquisição cultural ainda enfrenta obstáculos, seja o trabalho do governo que não é suficiente para promover o contato cultural, seja o desestímulo da escola aos alunos no acesso aos produtos culturais. Nesse caso, é preciso analisar como as ineficiências nacionais e as omissões escolares têm feito com que os brasileiros se distanciem da cultura.

Em primeiro lugar, o baixo investimento do país em equipamentos culturais públicos é o principal desafio no Brasil para democratizar a aquisição cultural. Isso porque, durante décadas, a administração pública negligenciou o potencial transformador que o acesso à cultura pode proporcionar aos indivíduos, seja por ter uma biblioteca pública avançada para seu uso ou por assistir a dramas. Por conta dessa desvalorização do governo, a cultura brasileira ganhou status de elite, pois pessoas com menos privilégios não se consideram público-alvo de shows e exposições em museus. Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), não é por acaso que quase todos os brasileiros nunca participaram de museus e exposições de arte.

Além disso, devido ao desinteresse do país em promover a cultura, a negligência das escolas públicas brasileiras também é um entrave à democratização da aquisição cultural. Isso porque a matriz curricular vigente prioriza disciplinas tradicionais e não prevê atividades culturais, como visitas a galerias e cursos de literatura e artes plásticas. Hoje, infelizmente, as escolas costumam ministrar apenas conteúdos considerados “relevantes” para o vestibular, excluindo cursos como cinema e música, que podem aproximar os jovens de projetos culturais. Como resultado dessa exclusão, os indivíduos crescem e pensam que a cultura e a arte têm pouco interesse.

Portanto, é claro que o país e as escolas devem se empenhar para democratizar a cultura brasileira. Por isso, o Ministério da Cultura deve dar acesso à cultura aos grupos desfavorecidos do Brasil e aumentar o repasse de recursos à Secretaria Nacional da Cultura para a construção de centros culturais na capital e no interior. valor médio. Esses centros devem incluir bibliotecas, bem como um anfiteatro para mostrar à comunidade e estúdios de artes plásticas. Além disso, o Ministério da Educação deve incluir visitas a museus e cursos de história da arte no currículo das escolas primárias e secundárias. Portanto, a exposição à cultura no Brasil acabará sendo mais democrática e estimulante.