A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 01/10/2021

A chegada da Corte Portuguesa no período colonial, incentivou o Brasil a criar centros culturais como teatros e bibliotecas, mas a maior parte da população não possuía renda para tais atividades. Ademais, esse cenário se prorroga até os dias atuais no quesito da falta no acesso à maioria populacional, tanto por questões financeiras, tanto por localidade.

De acordo com a Constituição Federal, artigo 215, é dever do Estado garantir acesso às fontes de cultura e direitos culturais. Portanto, a atual realidade é uma clara quebra desse artigo, visto que, os preços para frequentar locais de entretenimento estão fora da realidade da classe média e pobre do país ou até por exemplo, as cerca de 6 mil bibliotecas, afirmado pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), concentradas na região Sudeste que não abrangem toda população brasileira.

Além disso, vale ressaltar o baixo investimento estatal na democratização do acesso à cultura no Brasil. Entretanto, isso ocorre pelo fato do Estado ignorar a capacidade de moldar identidades, criar costumes, crenças, gostos e hábitos que a cultura possui, como afirma Albert Einstein, “Sem cultura moral não haverá nenhuma saída para os homens”. Logo, criou-se um teor elitista advindos das diferentes formas de cultura.

Dito isso, com a problemática supracitada, urge a necessidade de o Ministério da Cultura investir nesse meio de entretenimento, para construção de centros culturais seja no interior ou em capitais. Deve também, reduzir os preços e incentivar o uso do vale-cultura e que em escolas tenham frequentes conteúdos e visitas culturais. Assim, o acesso será mais democrático.