A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 27/09/2021

É de conhecimento geral que no Brasil existe uma grande desigualdade social quanto ao âmbito cultural. Na letra da música “Som de preto” o autor se refere ao Funk como pertencente às periferias e comunidades carentes, já que essas são excluídas ou privadas de gêneros musicais ou ambientes culturais considerados elitizados. Esse é um triste cenário da sociedade Brasileira, que tem em sua estrutura fortes preconceitos culturais.

É válido considerar, antes de tudo, que essa privação da cultura no Brasil possui uma herança histórica. Analisando de forma a refletir sobre o passado, pode-se observar a permanência de uma mentalidade colonial que segrega por cor e classe social, fazendo com que objetos culturais tão importantes, como os livros, sejam privados daqueles que mais precisam. Esse tipo de situação acaba sendo endossada acima de tudo por algumas figuras governamentais, que aprovam, por exemplo, leis que aumentam taxação de impostos de livros e outros meios de democratização cultural.

Ao contrário do que muitos acreditam, essa exclusão de classes sociais inferiores trouxe uma forma de contracultura, como o Rap e o Funk, que surgem justamente nesses locais periféricos e são usados muitas vezes para expressar a indignação com a situação gerada. Porém, assim como seus criadores, essas manifestações culturais também se tornam vítimas de preconceito, vistas pela elite Brasileira como algo inferior ou algo que não deveria fazer parte da cultura do país, mostrando mais uma vez o descaso e desprezo em relação à população desfavorecida.

Ao analisar os fatos mencionados, é mister que o governo federal, em ação com o ministério da cultura, diminuam os impostos de livros e que veículos de mídia passem a divulgar de forma gratuita eventos culturais de todos os tipos. Com essa propagação de diferentes formas de manifestações culturais, toda a população teria o acesso a cultura ampliado, aumentando seu conhecimento geral e diminuindo o preconceito que ainda existe.